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quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Sem reinventar a roda

Luciana Plaas

Seu Augusto, um cearense que sabe o que quer e com experiência de mais de quarenta anos no ramo, costuma dizer que o restaurante do qual é dono, o Málaga, no Centro do Rio, não tem novidades na comida. Não tem intenção de inventar a roda e nem de fazer releitura de nada. Tudo é muito conhecido, antigo, testado e aprovado.


Pude comprovar que realmente ele estava falando a verdade. O couvert (R$9), não poderia ser mais tradicional: pães, manteiga, patê e azeitonas. Depois veio um prato de Mussarela de búfala, presunto de Parma e legumes grelhados (R$36). Estava uma delícia, também sem nenhuma surpresa. Em seguida nos serviu um Polvo (R$48) que estava dos mais macios que comi nos últimos tempos.


Como o Seu Augusto disse que não haveria surpresas, nem me animei com o potinho de um risoto amarelo que puseram na minha frente. Mas o Arroz com pequi e camarões (R$ 38) surpreendeu. Estava bem melhor do que parecia e do que eu esperava. Comi tudo. Foi super bem com o vinho que estávamos tomando, Anakena Viognier. Quando achei que chegaríamos à principal razão de nossa passagem pelo Centro, o esperado leitão, me enganei, veio uma provinha do Bacalhau às natas (R$ 38). Gostoso, mas eu estava me guardando para a estrela da tarde, o famoso Leitão do Málaga.



De repente ele chegou e com tudo, inteirinho e reluzente. Estava lindo! Fui servida e não acreditava como a carne estava macia. Faca nem era preciso. Veio acompanhado de batatas coradas e farofa brasileira. Só provei a farofa, porque estava era concentrada no porquinho. Não era tão temperado como os de Portugal. Nem se notava tanto a gordura de alguns outros lugares. Estava na medida. Assado em baixa temperatura. O molho, servido à parte, muito bem feito, fino, sem gordura, mas com acidez. Gostaria de estar com uma fome maior para comer mais. Vale lembrar que este prato deve ser encomendado de véspera, assim como o cabrito. O prato de leitão, com qualquer acompanhamento, custa R$59.




Na hora da sobremesa, pensei em pedir um fruta, mas o Seu Augusto disse que lá eles faziam Bananas flambadas (R$28 para duas pessoas) como ninguém. Não houve como resistir. Realmente sabem o que estão fazendo. Foi assim o almoço inteiro. Sem novidades, nem invencionices, como diz Seu Augusto. Mas bom e consistente do começo ao fim.



Serviço:
Málaga
Miguel Couto 121
Centro
(21)2253-0862
(21)2233-3515
http://www.malaga.com.br

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

O vinho é a estrela

por Luciana Plaas


Do lado de fora dá pra ver as garrafas de vinho. Na parte de dentro, mais garrafas por todos os lados. Olhando assim, seria apenas mais uma loja de vinhos. Mas subindo as escadas, se chega ao Bistrô. Mal dá pra acreditar na quantidade de gente que cabe ali dentro. Diariamente acontece um happy hour e mensalmente tem uma programação com degustações, muitas vezes com visitas de enólogos dos vinhos degustados.

Semana passada, estive em uma degustação conduzida por Enrique Tirado, enólogo responsável pela produção do Don Melchor, um ícone do Chile.

De entrada foi servida Lagosta ao molho de pêra. Para harmonizar, Terrunyo Sauvignon Blanc. O prato combinou bem com vinho, que era bastante fresco.

O primeiro prato tinha uma apresentação bastante interessante. Era o Bacalhau à Bergut, uma brandade servida dentro de um pão. Já havia comido algo parecido, mas servido com sopa de queijo. O prato estava gostoso com o pão crocante que comi até as beiradas, mas a harmonização não funcionou. Foi servido com o Don Melchor 2006. Caso tivesse sido servido com o vinho anterior, teria dado mais certo. Além de que, o vinho não lembrava em nada um Don Melchor. O último que provara foi o 2004, há dois anos e ainda guardava o sabor na memória.

Tudo resolvido no prato seguinte, um Filet ao foie gras com suspiro de batata ao funghi. Servido com o Don Melchor 2005. Agora sim, o filé estava macio, assim com o vinho. Fiz as pazes com o Don Melchor.

Para os amantes do chocolate, a sobremesa estava na medida, Terrine de chocolate suíço Lindt. E para os amantes do vinho de sobremesa também: Late Harvest Concha y Toro.

O Bergut não deve ser visto como um lugar de alta gastronomia ou um restaurante extraclasse. O foco ali é o vinho, é reunir os amigos em uma mesa, em torno de uma boa garrafa, a preço mais do que justo e com uma comida saborosa e sem grandes pretensões. E o bistrô alcança com perfeição esses objetivos.

Bergut Castelo
Avenida Erasmo Braga 299, Centro - RJ (21)2220-1887

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Bom desde os tempos de Garrincha

por Luciana Plaas

Há quantos anos você não vai ao Plataforma? Eu não ia fazia tempo. Desde a época em que Garrincha conduzia a casa, frequentada quase diariamente por Tom Jobim. Até duas semanas atrás, quando fui depois do jogo Brasil contra Costa do Marfim, na primeira fase da Copa do Mundo. Depois disso, voltei ao restaurante nesta semana.

Quando fomos depois do jogo, éramos um grupo grande. Estávamos famintos. Avisamos ao garçom que trouxesse tudo. O couvert, (pães de queijo, torradas, manteiga, patê e azeitona; R$14,00), lingüiça (R$6,00 a unidade), e o que mais tivesse por vir. As cestas de pão de queijo foram chegando e acabando rapidamente. Quentinhos, uma gostosura. A esta altura, parecia que estávamos comendo por comer, um atrás do outro. Mas a linguiça, mesmo com toda a fome que eu estava, não me agradou. Estava passada. Sensação que repetiu-se da última vez que estive no Plataforma.

Na hora de escolher os pratos, pedi ajuda ao garçom. Ele me sugeriu o steak ao sal grosso (R$62 para uma pessoa e R$95 para duas). Embora a fome fosse grande, Alexandre e eu decidimos dividir uma porção individual. Estava divino, macio, no ponto que pedimos. Outras pessoas do grupo pediram o T-bone (R$56,00) que parecia bom também. Quem optou pelo o babybeef (R$54,00) não ficou tão feliz. Chegamos a conclusão de que os garçons que indicam o filé ao sal grosso estão certíssimos. Realmente é o melhor prato da casa.

Cada prato dava direito a um acompanhamento. Escolhemos batatas suflê, creme de espinafre, e farofa de ovo com banana . Os acompanhamentos eram simplesmente, acompanhamentos. Nada de especial.

Pedimos duas sobremesas para dividirmos. Banana flambada (R$24,00) e Cup Camargo (creme de abacate, R$16), que pedimos que fosse servido com Frangelico. Todos na mesa gostariam de uma colherada a mais.

Quando voltei ao restaurante, convidada por uma importadora de vinhos, não tive chance de escolher o que queria. A carne servida foi a picanha. Não estava lá grande coisa. Ou seja, no Plataforma, como em tantos lugares o garçom sabe exatamente o que indicar. Portanto, para quem for ao Plataforma melhor ficar no Steak ao sal grosso. Continua ótimo.

Plataforma
Rua Adalberto Ferreira, 32
Leblon
Rio de Janeiro - RJ
Tel.: (21) 2274.4022
www.plataforma.com

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Na Copa e na cozinha

por Luciana Plaas

Demorei bastante tempo para ir até o restaurante Eñe, em São Conrado. Ao meu ver, quando um restaurante abre é muito difícil avaliar como ele realmente vai ser. É preciso dar tempo para a cozinha se acertar e o serviço ficar afiado. Antes de seis meses, não acho justo qualquer crítica. Logo quando o Eñe abriu, ouvi comentários contra e a favor da casa. Por isso, esperei até que parassem de falar um pouco de lá para ir e tirar as minhas próprias conclusões.

Era sábado e nossa mesa, de sete. Nada melhor do reunir vários amigos de uma vez só. Se a mesa é redonda então, todo mundo fica feliz. Como a maioria de nós estávamos indo ao Eñe pela primeira vez, o maître sugeriu o Gran Menu Degustação (R$140,00).

Começamos no melhor estilo espanhol: o couvert da casa, que tem pão, linguiças e chouriço, regados por um azeite maravilhoso (R$14,00). Daí por diante os pratos vieram num ritmo contínuo e preciso. Lembrando que era uma sábado e o restaurante estava lotado.

O primeiro prato foi o Tartar de pescados com ovas de peixe voador. Além de lindo era uma delicadeza só. Acidez no ponto certo. Começamos bem, pensei.

O segundo foi o Ravioli de castanhas de caju, foie gras e azeitonas pretas. Um ravióli grande com um caldo bem saboroso. Achei um pouco doce demais. Culpa de castanha.

Depois veio o Olhete com crosta de fideus e ceviche de melancia. Outro prato muito bonito. Adorei a crosta de fideus, uma espécie de massa bem fininha. Deu uma crocância boa ao peixe. Por sinal, este nem me encantou tanto assim. Em compensação, poderia comer um prato inteiro do ceviche de melancia.

O próximo prato foi o Ensopado de alcachofra com panceta e caldo de carne. Estava divino. A mesa inteira gostou. Parecia que seria o eleito da noite. Até que nos serviram o último prato: Leitão crocante com maçã. Fui às nuvens. Um delírio. Como é bom comer um porquinho bem feito e crocante.

Mas, uma das pessoas da mesa, que não come carne, escolheu o Arroz negro com lagostim e lula. Todos provamos o prato dela. Coitada, quase não sobrou nada, de tão bom que estava. Da próxima vez, este prato será uma das minhas escolhas. O bom de um menu degustação é justamente o fato de podermos provar uma série de pratos diferentes. Por alguns nos apaixonamos, por outros, nem tanto. O que vale é a surpresa.

Como estávamos bebendo vinho, seguimos com queijos. Aliás contamos com o serviço impecável e a presença elegante da sommelière Cecília Aldaz.

Para terminar veio a sobremesa: Turrón gelado de amêndoas. Muito gostoso.
Realmente os espanhóis, quinhentos anos depois de dividirem o globo com Portugal, estão querendo reconquistar o mundo. Na culinária, nos vinhos e até no futebol.

Eñe - Hotel Intercontinental
Avenida Prefeito Mendes de Morais, 222
São Conrado
TEL. (21) 3322-6561
www.enerestaurante.com.br

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Vale a pena tropeçar

por Luciana Plaas

Quando abriu, o Degrau tinha outro nome. Chamava-se Progresso. Na porta, havia um degrau traiçoeiro, onde muita gente tropeçava. Tão famoso ficou o tal degrau, que acabou por mudar o nome do restaurante. Isso já tem bem meio século!

Pois não é que os atuais donos do Degrau resolveram abrir um boteco! Ao lado do restaurante, onde funcionava um açougue. E decidiram chamar o lugar de Tropeço. Mas, pelo menos que eu tenha notado (ou tropeçado), ali não há nenhum degrau traiçoeiro, esperando para derrubar os mais incautos!

Desde que abriu, o bar vive cheio. Hoje, no meio da tarde, calhou de estar vazio. Não nos fizemos de rogados. Aproveitei que estava com a minha máquina a tiracolo e entramos. Pedi uma Caipirinha de caju (R$9,50), com cachaça Nega Fulo. Um clássico. Pedi o cardápio, mesmo sem fome. Logo vi algo que me chamou atenção: Mandioca metida a besta (R$15,90). Cozida, passada na manteiga e com salsa. Leva parmesão, que pedi para vir separado. Estava uma delícia.



Depois, provei os Pastéis, uma das especialidades do Degrau. Um de queijo, simples e um outro de mussarela de búfalo com tomate (R$ 12,90). Estavam sequinhos, mas o recheio estava frio. Fiquei na dúvida se não fritaram o suficiente ou se o queijo era de má qualidade.



Descobrimos um drinque, o Caipilé (R$ 7). Nada mais é do que uma caipivodca com um picolé dentro. Muito refrescante. Dos que provamos, melhor foi o de frutas vermelhas com picolé de uva. Que delícia! O problema é que quando alguma coisa dá certo, nós nos permitimos ousar um pouco mais. E o Alexandre quis experimentar uma criação da casa, o mojito de uvas verdes (R$9,00). Péssima escolha. Não satisfeito, arriscou um mojito tradicional (R$11,50). É o tipo de drinque que parece super simples de se fazer. Mas não é. O barman titular da casa estava de folga. Não serve como desculpa, afinal, o padrão precisa ser mantido.

Mas não foi o único tropeço da tarde. Pedimos o Sirizinho nada egoísta (R$ 14,90). Eram duas casquinhas de siri, um tanto pesadas, e com menos siri do que o desejado. Menos mal que depois pedimos os Camarões boêmios (R$25,90). Eram camarões empanados, com um molho tipo maionese, que é até desnecessário, tão bons estavam os crustáceos! Divinos! Sequinhos, e no ponto certo!



Uma coisa bem legal deste boteco é o cardápio. Nomes criativos, descrições apetitosas dos pratos. Ambiente bom e serviço idem. Resumindo, tem tudo pra dar certo. Mas nem tente chegar nos horários de pico. Ou correrá o risco de tropeçar em uma fila de espera nada apetitosa!

Tropeço
Avenida Ataulfo de Paiva 517, A
Leblon
(21)2239-3121
www.bartropeco.com.br

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Filé no paraíso

por Luciana Plaas


Havia tempo que eu estava com vontade de ir à Casa do Filé. Passo sempre na frente do restaurante. É simpático por fora, dá vontade de entrar. Nesta semana, finalmente consegui me programar para ir lá. Levei o Alexandre comigo, meu fiel escudeiro. Fomos caminhando debaixo de um sol de 40o. Quando entramos no lugar, parecia que tínhamos chegado ao paraíso. Fresquinho lá dentro. Fazia tanto calor que pensamos que a fome tinha evaporado. Tinha nada. Bastou sentirmos o cheirinho da carne que o apetite voltou.

Pedimos pasteis de entrada. Mistos. Vieram seis. Camarão com catupiry, brie com geléia de damasco e carne com cheddar. (R$17) Não gostamos muito do de camarão, mas mesmo assim comemos tudo.


A casa oferece, na hora do almoço, duas opções diárias de menu executivo. Uma entrada, prato principal e sobremesa. No dia em que fomos, tinha picadinho como prato principal. Raramente resisto a um picadinho, mas no dia, tanto eu como Alexandre, optamos pelo filé em crosta. Afinal, é esta a especialidade da casa. Dá direito a um molho e dois acompanhamentos (R$32). Optei pelo molho de manteiga e ervas. De acompanhamentos salada verde e batata sauté. O Alexandre pediu o bife dele sem molho, com farofa de manteiga e cebola e salada verde também.



As porções são pra gente grande mesmo. Estava bom, mas eu não consegui comer nem metade da minha carne. Veio no ponto que pedi. Com a famosa crosta e tudo mais. Bem do jeito que se imagina, sem nenhuma surpresa. O Alexandre disse que não aguentava mais comer, mas não parou até raspar o prato. Apesar de eu ter pedido molho, quase nem toquei nele. A carne é tão saborosa que nem precisou.

De sobremesa dividimos um creme de papaya com licor de cassis. (R$11). Simples e bom, como tem que ser.


O lugar, além de bonito, é bastante gostoso. O garçons são simpáticos e o maître, atencioso, faz de tudo para agradar os clientes

Foi tudo muito bom e valeu a pena a espera em conhecer a Casa do Filé. Difícil mesmo foi abandonar o ar-condicionado e voltar andando pra casa no calor infernal que fazia no dia!

Casa do Filé
Largo do Leões, 111 Humaitá
2246-4901
www.casadofile.com.br

sábado, 16 de janeiro de 2010

Recordar é viver

por Luciana Plaas

Vale a pena atualizar alguma lembrança de quando se era criança? Quando era pequena, meu pai costumava nos levar para almoçar no restaurante Albamar. Aproveitava todas as possibilidades que apareciam para isso. Bastava algum conhecido estar com um gringo hospedado onde quer que fosse, que ele dava um jeito de levá-lo para conhecer o restaurante. Por isso, me considerava uma frequentadora assídua do lugar. Lembrava-me do formato do prédio. Do elevador apertado. Do uniforme dos garçons. E da casquinha de siri.

O tempo passou. Meu pai não mora mais no Rio. O restaurante entrou em decadência. E eu nunca mais fui ao Albamar.

Até que, ano passado, novos proprietários assumiram a casa. E deram uma revitalizada no lugar. Desde então, tento ir ao Albamar, sem conseguir. A oportunidade veio nesta semana quando meu irmão, que não mora no Brasil, programou uma escala no Rio. E, entre um voo e outro, combinamos de almoçar. Nem titubeei! Era a hora de voltar ao Albamar.

De perto, tudo parecia igual. Mesmas cores, a mesma entrada e o mesmo elevador. Que bom! Fomos bem recebidos. As cadeiras continuam confortáveis. As toalhas mudaram. Precisava mesmo. Ficou simpático.


O couvert (R$6,00) veio sem que desse tempo nem de pedir. Embora opcional, eu nunca dispenso. Azeitonas, tâmaras, presunto, manteiga e pão fatiado. Bem sem graça, não emocionou. De entrada, escolhi a casquinha de siri (R$20,00). Muito gostosa. Meu irmão optou pelo menu degustação (R$65,00, quatro serviços).


O primeiro prato dele foi uma salada de trilha com pinoles e uma torrada. Bonita. Segundo ele, boa também. O próximo prato dele foi uma casquinha de camarão. Ele gostou.



Papo vai, papo vem. O vinho descia bem. Villa Francioni Rosé (R$52,00). Meu irmão me pergunta: "Não parece que essas pessoas sempre estiveram aqui?" Concordei. A impressão é de que as pessoas que frequentam o restaurante estão lá desde sempre.

Chegaram os pratos principais. O do meu irmão era um filé de congro rosa empanado, com purê de batata baroa e molho de tomate. Parecia sequinho. Ele achou bom. Escolhi o linguado a belle meunière, endívia e batatas (R$46,00). Nada de especial, mas bom. Exatamente como tem que ser.



A sobremesa do menu degustação era uma torta de frutas, linda, com creme inglês. Ele comeu tudo sem deixar nem uma gota do creme. Eu que ando sem fome por conta do calor, fiquei nas frutas da estação (R$16,00).



Ficamos lá um tempão. Foi muito gostoso. A vista continua estupenda. O menu ganhou leveza sem perder o estilo de sempre. No meu caso, valeu a pena sim, reviver uma memória de infância. Foi bom voltar ao Albamar. Mais pelo lugar até do que pela comida. Boa, mas nada de excepcional. Mas o fato é que agora posso seguir o exemplo do meu pai e arrumar qualquer pretexto para voltar lá.


Albamar
Praça Marechal Âncora, 186 - Centro
(21)2240-8378
www.albamar.com.br