Todas as mais otimistas previsões foram superadas no leilão realizado em Hong Kong, na China, neste final de semana, quando o compositor Andrew Lloyd Webber leiloou parte de sua coleção de vinhos raros.
Foi arrecadado um total de US$ 5,6 milhões, cerca de R$ 9,5 milhões com a venda de 746 lotes do acervo particular do autor de Cats, Evita e O Fantasma da Ópera, entre outras obras.
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terça-feira, 25 de janeiro de 2011
sexta-feira, 21 de janeiro de 2011
O pior pesadelo
Pode haver coisa pior para um sommelier do que perder o paladar? Pois este pesadelo aconteceu com o uruguaio Charlie Arturaola. E a história é tão inusitada que virou até filme. El Camino del Vino narra a história real do sommelier uruguaio Charlie Arturaola, um dos mais importantes a atuar nos Estados Unidos, e que, no auge da carreira, perdeu o palato enquanto apresentava o prêmio Mendoza's Masters of Food & Wine Awards.
O filme, contado em forma de documentário, será apresentado no Festival de Berlim e conta com a participação de Michel Rolland, Susana Balbo, Jean Bousquet e outros nomes estrelados do mundo vitivinícola.
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O filme, contado em forma de documentário, será apresentado no Festival de Berlim e conta com a participação de Michel Rolland, Susana Balbo, Jean Bousquet e outros nomes estrelados do mundo vitivinícola.
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Scotch em alta
Em visita à destilaria da Chivas Regal em Keith, Nick Clegg, vice primeiro-ministro inglês, elogiou a indústria de uísque da Escócia, que celebrou um aumento nas exportações de 12% nos dez primeiros meses do ano passado.
“As empresas de uísque escocês estão dando grandes passos para explorar novos mercados e novas oportunidades. O governo do Reino Unido seguirá fazendo o possível para ajudá-los. Nós assinamos um acordo com a China no ano passado para garantir que haja uma maior proteção jurídica para o uísque naquele país. Agora, o acesso justo de mercado e da liberalização tarifária em relação à Índia é uma das principais prioridades em 2011”, declarou Clegg.
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“As empresas de uísque escocês estão dando grandes passos para explorar novos mercados e novas oportunidades. O governo do Reino Unido seguirá fazendo o possível para ajudá-los. Nós assinamos um acordo com a China no ano passado para garantir que haja uma maior proteção jurídica para o uísque naquele país. Agora, o acesso justo de mercado e da liberalização tarifária em relação à Índia é uma das principais prioridades em 2011”, declarou Clegg.
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quinta-feira, 20 de janeiro de 2011
Perdido no porão
Andreas Neymeyer, um viticultor alemão, encontrou 500 garrafas de vinho do tempo da Segunda Guerra Mundial. O lote foi encontrado pouco antes do Natal, na propriedade da família, no sul da Alemanha.
Em declarações à Agência Reuters, Neymeyer explicou que as garrafas foram encontradas num porão, durante a limpeza de um edifício queimado situado na propriedade.
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Em declarações à Agência Reuters, Neymeyer explicou que as garrafas foram encontradas num porão, durante a limpeza de um edifício queimado situado na propriedade.
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Ele é o tal
A vinícola uruguaia Narbona contratou o consultor francês Michel Rolland para preparar o primeiro vinho de alta gama da casa.
As vinhas para o projeto ficam em Carmelo e são das variedades pinot noir e tannat, além das recém-plantadas syrah e petit verdot.
Os técnicos da empresa do francês, a EnoRolland fará visitas periódicas aos vinhedos da Narbona e trabalharão em conjunto com a enóloga residente da vinícola uruguaia, Valeria Chiola.
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Quando os chefs se encontram
Nesta sexta-feira, dia 21, o Damien Montecer, do Térèze, recebe o Emmanuel Bassoleil, do Unique, de São Paulo, para um jantar a quatro mãos. Os dois chefs prometem aliar a sofisticação do foie gras e do azeite de trufas com a simplicidade da batata baroa e do queijo coalho.
O jantar será harmonizado pela representante comercial da WineBrands, Patrícia Kozmann, que usará vinhos da importadora para acompanhar os pratos.
O preço por pessoa é de R$ 320 e as reservas podem ser feitas pelo telefone 3380-0220.
Abaixo, o menu completo
O jantar será harmonizado pela representante comercial da WineBrands, Patrícia Kozmann, que usará vinhos da importadora para acompanhar os pratos.
O preço por pessoa é de R$ 320 e as reservas podem ser feitas pelo telefone 3380-0220.
Abaixo, o menu completo
terça-feira, 11 de janeiro de 2011
O novo alcaide
Yiannis Boutaris, veterano viticultor grego, tomou posse como prefeito da cidade grega de Salónica, a segunda maior do país. Aos 69 anos, Boutaris é o primeiro prefeito apoiado pelos socialistas a chegar ao poder em 24 anos.
Em 1997, o viticultor fundou a Kir-Yanni, após sair da Boutari por conta de uma briga com o próprio irmão. Em 2003, Boutaris foi homenageado pela revista Times, por conta de suas contribuições à sociedade grega.
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Em 1997, o viticultor fundou a Kir-Yanni, após sair da Boutari por conta de uma briga com o próprio irmão. Em 2003, Boutaris foi homenageado pela revista Times, por conta de suas contribuições à sociedade grega.
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Eologicamente correto
A Associação de Viticultores Orgânicos da Nova Zelândia (OWNZ) iniciou uma campanha com o objetivo de que, até 2020, pelo menos 20% dos vinhedos do país sejam orgânicos.
A OWNZ reúne 140 produtores adeptos da agricultura orgânica na Nova Zelândia. No ano passado, a associação entrou em contato com a New Zealand Wine Growers (NZW), entidade que defende os interesses dos viticultores do país, para que juntassem forças no incentivo à cultura orgânica.
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A OWNZ reúne 140 produtores adeptos da agricultura orgânica na Nova Zelândia. No ano passado, a associação entrou em contato com a New Zealand Wine Growers (NZW), entidade que defende os interesses dos viticultores do país, para que juntassem forças no incentivo à cultura orgânica.
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Vinho antigo
Uma vinícola com mais de seis mil anos – a mais antiga já encontrada – foi descoberta em um complexo de cavernas nas montanhas da Armênia, por um time internacional de arqueólogos. No lugar, foram encontrados um tonel que serviria para prensar as uvas, jarras usadas na fermentação do mosto e até um cálice primitivo.
Segundo Gregory Areshian, da Universidade da Califórnia, Los Angeles e co-diretor da escavação, embora outras evidências de consumo e fabrico de vinho mais antigos já tenham sido encontrados, este é o mais remoto esboço de uma linha de produção completa já descoberto.
A descoberta foi anunciada hoje pela National Geographic Society e publicada na versão online do Journal of Archaeological Science.
Leia mais em http://www.winereport.com.br/winereports/vinho-antigo/808
Segundo Gregory Areshian, da Universidade da Califórnia, Los Angeles e co-diretor da escavação, embora outras evidências de consumo e fabrico de vinho mais antigos já tenham sido encontrados, este é o mais remoto esboço de uma linha de produção completa já descoberto.
A descoberta foi anunciada hoje pela National Geographic Society e publicada na versão online do Journal of Archaeological Science.
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segunda-feira, 10 de janeiro de 2011
A viagem da madeira
Das florestas da Espanha até a destilaria da Macallan. Esta foi a viagem feita pelo fotógrafo Albert Watson, que fotografou toda o trajeto da madeira usada para edição limitada do Macallan Sherry Oak 20 Years Old.
Durante doze dias, o fotógrafo viajou cerca de 1,1 mil quilômetros, captando imagens para serem usadas como rótulos do uísque. Na edição limitada, cada garrafa virá com uma fotografia de Watson no rótulo, e mais um conjunto de outras dez gravuras da viagem. O preço: 700 libras, o equivalente a R$ 1.835.
Leia mais em http://www.winereport.com.br/winereports/macallan-lanca-edicao-especial-com-rotulos-reproduzindo-fotos-de-albert-watson/801
Durante doze dias, o fotógrafo viajou cerca de 1,1 mil quilômetros, captando imagens para serem usadas como rótulos do uísque. Na edição limitada, cada garrafa virá com uma fotografia de Watson no rótulo, e mais um conjunto de outras dez gravuras da viagem. O preço: 700 libras, o equivalente a R$ 1.835.
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A Penfolds é (RED)
A vinícola australiana Penfolds anunciou a adesão à uma campanha global que visa erradicar a AIDS. A (RED) é um fundo mundial, cuja intenção é trazer o setor privado ao combate da doença, especialmente no continente africano.
Segundo a Penfolds, 15% da venda total das marcas Koonunga Hill e Thomas Hyland, duas das mais populares da vinícola, irão para a (RED).
quinta-feira, 30 de dezembro de 2010
11 motivos para brindar 2011
por Alexandre Lalas
É lugar mais do que comum dizer que espumante rima com réveillon, que o brinde de final de ano merece um champanhe e coisas do gênero. Mas é inevitável. Quando o relógio se aproxima da meia-noite, meio mundo começa a desamarrar o arame e, depois dos fogos de artifício, o barulho que mais se ouve é o espocar das rolhas das garrafas de espumante.
Portanto, segue abaixo mais uma listinha. Desta vez, com onze espumantes, de diferentes origens e preços, para comemorar a passagem de ano. Só não vale sacudir a garrafa e desperdiçar o precioso líquido gasoso que vem dentro da garrafa.
Saúde e feliz 2011 a todos.
Fabian Brut Champenoise NV
Serra Gaúcha, Brasil
Espumante feito pela Fabian, vinícola familiar do Rio Grande do Sul, de excelente relação custo-benefício. No nariz, maçã, frutas secas e um tostado leve. Na boca, é elegante, delicado e fresco.
Nota: 8,5
Preço médio: R$ 40
Onde: Vini Rio
Maximo Boschi Brut Speciale 2006
Vale dos Vinhedos, Brasil
Meu amigo Homero Sodré, quando provou este corte de chardonnay e pinot noir, falou na hora: “este espumante é para iniciados”. Acertou na mosca. Mais do que o descompromissado e delicioso frescor dos espumantes, este aqui aposta em outro caminho: o da estrutura. No mercado nacional, só o 130 da Casa Valduga tem o mesmo estilo. Perlage delicadíssima; nariz rico, com notas de frutas secas, especialmente damasco e abacaxi, e um toque de tostado; na boca, é encorpado, com volume, mas sem perder o frescor que se espera de todos os espumantes. Final longo e com um toque de pão.
Nota: 9
Preço médio: R$ 79
Onde: Confraria Carioca
Vallontano LH Zanini Extra Brut 2008
Vale dos Vinhedos, Brasil
Primeiro espumante produzido através do método tradicional por esta simpática vinícola de artesãos do Rio Grande do Sul. Corte de chardonnay e pinot noir, agrada em cheio. Embora o perlage ainda esteja um tiquinho agressivo, isso não influi em nada a satisfação que o vinho causa. No nariz, frutas cítricas, damasco e uma leve nota de pão. Na boca, frescor é a chave. É leve, delicado e muito gostoso. Daqueles em que a garrafa vai embora sem que ninguém dê conta.
Nota: 8,5
Preço médio: R$ 79,50
Onde: Mistral
Vértice Rose NV
Douro, Portugal
A touriga franca é a base deste espumante rosado bastante interessante feito em Portugal. No nariz, framboesa, morango e cereja. Na boca, é bem cremoso, fresco e fino, com um toque de framboesa no final.
Nota: 8,5
Preço médio: R$ 87
Onde: Adega Alentejana
Jansz Premium Cuvée NV
Tasmânia, Austrália
Nem só de diabos, lagartos estranhos, dragões e demônios esvoaçantes vive a Tasmânia. A região é pródiga em bons vinhos, especialmente, espumantes. Como este aqui, corte de chardonnay e pinot noir, com 2% de pinot meunier. No nariz, morangos, maçã, pêra, nozes e um toque floral. Na boca, é cremoso, fresco e levemente cítrico.
Nota: 8,5
Preço médio: R$ 100
Onde: KMM
Cave Geisse Terroir 2006
Pinto Bandeira, Brasil
Este é um espumante bem tradicional, sempre muito bem feito, feito por um dos grandes craques do ofício, o sempre simpático Mario Geisse. Corte de chardonnay e pinot noir, elegante e fino, com notas de maçã, frutas secas, amêndoas e um leve toque de mel. Na boca, mantém o padrão de fineza, com boa estrutura, equilíbrio preciso e um bom final. Dos melhores do país.
Nota: 9
Preço médio: R$ 105
Onde: Vinícola Geisse
Gramona Imperial Brut Gran Reserva 2005
Penedès, Espanha
Um cava de respeito, de excelente qualidade, desta vinícola-referência da região. Corte de xarel.lo, macabeo e chardonnay; com nariz rico em aromas, com notas de maçã verde, especiarias, frutas secas, brioche e um toque de tostado. Na boca, é cremosa, frutada, com uma acidez perfeita e um final elegante.
Nota: 9
Preço médio: R$ 115
Onde: Casa Flora
Henriot Brut Souverain NV
Champanhe, França
Um dos melhores champanhes de base disponíveis no mercado brasileiro. Nariz delicado e intenso, com notas de mel, frutas secas e brioche. Na boca, é fino, macio e cremoso, com final longo e agradável.
Nota: 9
Preço: R$ 175,07
Onde: Vinci
Ferrari Perlé Brut 2004
Trento, Itália
Este espumante italiano não tem nada a ver com as vermelhas baratinhas de Maranello. Em comum, apenas o nome. O que não impede que este Ferrari aqui tenha lá o seu valor. Na verdade, um baita valor. Às cegas, é difícil não jurar que trata-se de um legítimo champanhe, blanc des blancs, de produtor de respeito. Na verdade, dá de dez em várias champas campeãs de venda por aqui. Delicado e elegante, com notas de avelãs, brioche e damasco seco no nariz. Na boca, fica ainda melhor. É cremoso, fino, fresco, com bom volume e final longo. Uma beleza.
Nota: 9
Preço médio: R$ 199,90
Onde: Decanter
Lanson Rosé Label Brut NV
Champanhe, França
Champanhe de cor salmão bem claro, com aromas de rosas, cereja e um toque de compota. Na boca, é fresco, fino e macio, com um final longo e frutado.
Nota: 9
Preço médio: R$ 200
Onde: Barrinhas
Cuvée William Deutz Millésime Brut 1998
Champanhe, França
Este cuvée não deve nada a nenhum grande champanhe de produtores mais estrelados. Nariz fino, com notas de maçã cozida, damasco seco, brioche, noz moscada. Na boca, é macio, fino, cremoso, delicado, o supra-sumo da elegância. Este champanhe é uma experiência única. Para datas especiais. Saúde.
Nota: 10
Preço médio: R$ 622
Onde: Casa Flora
sexta-feira, 3 de dezembro de 2010
Bodas de prata da gastronomia carioca
por Luciana Plaas
Em 1987, a Estação Primeira de Mangueira foi a grande campeã do carnaval do Rio de Janeiro, homenageando Carlos Drummond de Andrade. O Flamengo do técnico Carlinhos, comandado em campo por Zico, Leandro e Renato Gaúcho, faturou o tetracampeonato brasileiro. Moreira Franco, vencedor das eleições no ano anterior, sucedia Leonel Brizola no governo do Estado do Rio. Mais do que os traficantes, eram os bicheiros que detinham o poder paralelo na cidade, chegando até a serem recebidos pelo governador em pleno Palácio Guanabara.
José Sarney era o presidente do Brasil e o Plano Cruzado começava a fazer água. Ulisses Guimarães comandava o congresso que preparava a nova constituição brasileira. A ditadura ainda era uma ferida aberta, mas os bichos papões eram a divida externa e a inflação. Mesmo com tudo isso, as pessoas no Brasil se divertiam com as peripécias de Rafaela Alvaray (Marília Pêra) e Montenegro (Marco Nanini), na novela Brega & Chique, de Cassiano Gabus Mendes. Na parada de sucessos, Que País é Este?, do Legião Urbana; Codinome Beija-Flor, de Cazuza, Bon Jovi, U2. Era o tempo da Glasnost e da Perestroika na União Soviética. E a Alemanha ainda estava dividida por um muro.
Pois foi em 1987, que Danusia Barbara lançou o seu primeiro Guia de restaurantes do Rio de Janeiro. Então, apenas três casas receberam as máximas quatro estrelas: Laurent, Le Saint-Honoré e o Valentino's. Nenhum deles existe mais. Mas lugares como Antiquarius, o Claude Troisgros e o Clube Gourmet, ainda em Botafogo, já existiam. E levaram três estrelas na classificação da época. Com duas estrelas, o Bife de Ouro estava lá junto com Caesar Park, (pela feijoada) o Le Pré Catelan e o The Lord Jim Pub, pelo chá. Na época eram bem comuns restaurantes com boa comida, música ao vivo, show e dança. Hoje é difícil encontrar um.
Botafogo tinha mais restaurantes do que o Leblon. A Rua Dias Ferreira, apesar de já abrigar várias casas, ainda não era considerada a jóia da coroa da gastronomia da Zona Sul. Mas o Sushi Leblon já estava ali, só que com outro nome: Tatsumi Sushi-Bar. O Final do Leblon ainda vivia seus áureos tempos. Outros que deixaram saudades são Chalé, Hippopotamus, Manolo's, Le Saint-Honoré, Luna Bar, Jazzmania, Mistura Fina e o dinamarquês Helsingor, entre tantos. A Academia da Cachaça e o Antiquarius eram considerados os lugares da moda. Prova cabal de que certos modismos não passam. Cheques eram muito mais aceitos do que cartões de crédito. O dinheiro de plástico ainda era uma raridade. Eram nove restaurantes chineses contra 16 japoneses. No guia atual, são dois chineses contra 42 japoneses.
Na próxima segunda-feira, dia 6 de dezembro, Danusia Barbara estará lançando a edição 2011 de seu Guia de Restaurantes do Rio. É o 25º ano consecutivo em que a jornalista lança o livro. Vai ser na Livraria da Travessa, do shopping Leblon, a partir das 19hs. Quem quiser saber mais sobre como anda a gastronomia no Rio de Janeiro está convidado a aparecer.
sexta-feira, 26 de novembro de 2010
Os novos confrades
A Confraria dos Enófilos do Alentejo entronizou quatro novos confrades, três jornalistas brasileiros e um angolano, que irão reforçar o trabalho desta associação na missão de divulgar e promover o vinho da região. A entronização dos jornalistas brasileiros Suzana Barelli, directora da revista Menu; Alexandre Lalas, director do site Wine Report e da filial do Rio de Janeiro da Sociedade Brasileira dos Amigos do Vinho; Christian Burgos, editor da revista ADEGA e conselheiro da ABRAVINHO – Associação Brasileira da Imprensa do Vinho; e do angolano Alcides Diamba surge como reconhecimento do trabalho realizado por estes profissionais em prol sector do vinho, especialmente para os Vinhos do Alentejo.
quarta-feira, 17 de novembro de 2010
Em plena forma
Dois séculos. Este foi o tempo que duas garrafas de champanhe uma da Juglar, marca que sequer existe mais, e outra da Veuve Clicquot, esperaram para enfim serem abertas e degustadas. As garrafas faziam parte do lote de 168 garrafas encontradas por um grupo de mergulhadores no Mar Báltico, em um barco naufragado na costa da Finlândia, perto do arquipélago Aaland, onde foi feita a degustação.
Quem provou, gostou. A Master of Wine finlandesa, Essi Avellan disse que ambas as garrafas estavam ‘incrivelmente vivas e frescas’.
“Como esperado, ambas estavam um pouco mais doces que o normal, mas com uma cor dourado surpreendentemente brilhante e com aromas de mel e tostado”, disse Essi. “A Juglar estava mais harmoniosa e completa, enquanto a Veuve apresentava um aroma mais picante e defumado, mas com uma impressionante acidez”, completou a finlandesa.
Especula-se que as garrafas faziam parte de um carregamento de champanhe enviado pelo rei Luis XVI à corte imperial da Rússia.
Já o governo de Aaland espera usar a descoberta para promover o arquipélago.
sexta-feira, 29 de outubro de 2010
O desastre perfeito
por Alexandre Lalas
Quando a pessoa abre uma garrafa de um vinho em um restaurante chique e propõe um brinde, muitas vezes sequer imagina o caminho que a bebida fez para chegar até ali. Por mais cultura, história e charme que carregue na aura, o vinho é, no final das contas, um produto agrícola. E, como tal, está sujeito às intempéries e aos caprichos da Mãe Natureza.
Pois neste ano, em Sonoma County, nos Estados Unidos, vinhateiros e enólogos foram lembrados de quão pesada pode ser a mão da natureza. Não foi apenas um ano complicado, difícil. Foi um ano perdido. Para muitos, a pior safra da história recente da região.
Com a colheita quase no fim, sobrou pouco para contar a história. Elias Torres, da Halling Vineyard, no negócio desde 1974, não se lembra de um ano tão ruim quanto este 2010. Em um ano normal, a pequena propriedade de três acres que possui, é capaz de produzir 10 toneladas de zinfandel de alta qualidade, o que rende a Elias cerca de US$ 25 mil. Este ano, a coisa foi diferente.
“O sol fritou todas as uvas. Não sobrou uma para contar a história. Nunca vi uma safra tão desastrosa”, lamentou.
Elias não é o único a lamentar. A hora é de fazer contas. Muitos produtores ainda estão avaliando os prejuízos financeiros e os danos às vinhas. O ano começou complicado quando uma praga assolou a área no final da primavera e piorou de vez com a onda de calor que fez em agosto e arruinou campos inteiros.
E como desgraça pouca é bobagem, um temporal no último final de semana deu cores definitivas a um quadro quase catastrófico. A chuva gerou mofo em algumas vinhas, reduzindo ainda mais uma produção já reduzida a quase nada. Catadores eram obrigados a percorrem os vinhedos lentamente, examinando cacho por cacho para determinar quais uvas eram ainda saudáveis o suficiente para serem esmagadas.
“Tivemos que fazer uma baita seleção de uvas. Deixamos muita coisa no campo”, informou Steve Thomas, diretor de operações da Kunde Estate.
Chris Maloney, que dirige uma empresa que faz seguros da colheitas estima que os clientes tiveram perdas que podem ultrapassar os US$ 10 milhões. “Pode ser um recorde. Este foi um ano horroroso”, fez coro.
O total exato de quanto os produtores irão pedir às seguradoras virá a público somente em alguns meses. Pelo menos 64% dos vinhateiros da região estão cobertos por algum tipo de seguro. Dependendo da apólice, os produtores conseguirão reembolso de até 75% do que perderam na temporada.
Mas para alguns analistas, o clima não foi o único vilão da má safra. A recessão norte-americana também teria contribuído para o misere dos produtores. Os preços estavam tão baixos que muitos deles teriam preferido deixar as uvas apodrecerem nas vinhas a colher e vender pelo que os compradores estavam pagando. Estas uvas abandonadas enquanto ainda estavam saudáveis, em um ano normal, poderiam render um bom dinheiro aos produtores.
No entanto, há quem consiga manter um pouco de otimismo mesmo com toda a situação em volta. Diane Wilson, enóloga da Wilson Winery, já está com a colheita praticamente terminada. Faltam colher apenas 2% dos bagos. Segundo ela, apesar da pequena produção, o que sobrou foram uvas de excelente qualidade.
A temporada começou com as nuvens negras da recessão econômica no horizonte. Em abril, uma geada danificou diversas vinhas. Em seguida, um início de verão nebuloso e frio atrasou a maturação das uvas e reduziu o nível de açúcar nos bagos. Regiões mais frias, como Bennett Valley, Russian River e Carneros foram especialmente afetadas pela nebulosidade, que permitiu o aparecimento de fungos e insetos que se tornaram uma praga por todo o condado.
Quando o calor finalmente chegou, veio avassalador e literalmente cozinhou vinhedos inteiros.
“Foi um desastre perfeito”, resumiu Michael Collins, dono e enólogo da Limerick Lane, e cuja produção foi inteiramente perdida, incluindo a parcela centenária de zinfandel. "É a primeira vez que não colherei nada", disse ele. "Nunca vi nada como este ano. Não posso nem acreditar", falou.
Collins disse que até poderia ter sido capaz de colher 20% da produção, mas decidiu que a qualidade das uvas não era boa o suficiente.
"Eu tenho que fazer um vinho de qualidade muito alta, ou não fazer”, disse ele, que decidiu simplesmente deixar tudo apodrecer.
"Na agricultura, de vez em quando, você recebe um taco de beisebol na cara", disse ele. "Este ano, foi assim".
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quinta-feira, 28 de outubro de 2010
Que dia mais feliz!
Hoje é o dia mundial do Champanhe.
Portanto, escolha a garrafa desejada, prepare o balde de gelo, as taças adequadas e faça um brinde!
Saúde a todos!
quarta-feira, 27 de outubro de 2010
Elegância portenha
por Alexandre Lalas
Silvio Alberto faz parte de uma geração de enólogos que, lá pelo meio dos anos 90, começou a mudar a cara do vinho argentino. Mas, desde que começou a trabalhar, lá se vão vinte e poucos anos, na La Rural (vinícola que faz o Rutini), Silvio sempre teve uma visão diferente do vinho. No lugar de muito extrato seco, concentração, fruta compotada, longos estágios em madeira e potência, Silvio buscava elegância, fineza, delicadeza para os vinhos que fazia.
Quando foi chamado para começar o projeto da Andeluna, ainda no nascedouro, Silvio estava na Navarro Correa. Havia sido contratado com a missão de mudar a cara dos vinhos da empresa. Complicadores internos não deixavam com que Silvio levasse a cabo a missão que lhe fora encomendada. Portanto, o convite da Família Reina, que em conjunto com o milionário norte-americano Ward Ley veio em boa hora. A ideia era criar uma nova vinícola, com um conceito diferente do que reinava no vinho argentino na ocasião. E Silvio era o nome perfeito para a empreitada.
A Andeluna nasceu em 2003. E, neste caso, a missão encomendada virou, de fato, missão cumprida. Os vinhos da Andeluna se destacam justamente pela elegância que exibem. Atributo este cada vez mais imitado pelos pares argentinos.
Mas Silvio não para por aí. Em um país cujas exportações estão diretamente atreladas à locomotiva chamada malbec, o enólogo enxerga diversidade. Embora seja fã da uva (e quem não é), Silvio enxerga muito mais coisas no horizonte do que a badalada malbec. Cabernet franc, syrah e petit verdot são apostas feitas. E, se a primeira já se mostrou vitoriosa, as outras duas estão em pleno processo de produção. Se chegarão ao mercado ou não, é uma questão que caberá aos investidores da Andeluna. Mas, analisando o histórico de Silvio Alberto, é perfeitamente crível imaginar que a Andeluna marcará mais um golaço.
segunda-feira, 11 de outubro de 2010
O vinho do gelo brasileiro
por Alexandre Lalas
Domingo, dia 10/10/10, a vinícola Pericó, de Santa Catarina, lançou oficialmente o primeiro Icewine produzido no Brasil. A campanha de lançamento foi uma aula de marketing bem feito, com direito a contagem regressiva no site da vinícola, que também mostra toda a história da produção do vinho.
O Icewine foi feito com uvas naturalmente congeladas, colhidas no outono de 2009, entre os dias 4 e 12 de junho, nas vinhas da Pericó. A variedade escolhida foi a cabernet-sauvignon. De acordo com Jefferson Sancineto Nunes, enólogo da Pericó, esta variedade foi escolhida por ser a mais tardia disponível na Vinícola e, portanto, a única capaz de sustentar seu lento amadurecimento nas parreiras até a chegada das temperaturas negativas do inverno ao alto da serra de São Joaquim, Santa Catarina. A produção é de apenas 3,3 mil garrafas.
O esmero da vinícola não ficou apenas na produção do vinho. O rótulo foi encomendado à artista plástica Tereza Martorano, que preparou a gravura Vindima na Neve. O kit de lançamento do produto inclui, além d vinho, uma lata decorada, um livreto com a história da produção do vinho e um tag com dicas de harmonização.
Por enquanto, o Icewine Pericó está disponível para venda em apenas três estados: Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo. O preço sugerido ao consumidor é de R$ 189. Cada garrafa contém 200 ml de vinho.
sexta-feira, 8 de outubro de 2010
Onde os fracos não têm vez
por Alexandre Lalas
Elizabeth Vianna, enóloga da Chimney Rock, vinícola do vale do Napa, nos Estados Unidos disse que “a safra deste ano não é para fracos de coração”. E, enquanto continua o veranico na região, o enólogo Chris Dearden disse que os trabalhadores seguem colhendo todas as variedades de uva, inclusive as últimas brancas e os primeiros cabernets na denominação de origem de St. Helena.
A seguir, um resumo da situação no vale do Napa, de norte a sul.
Calistoga — Paul Smith, Onthedge Winery: “o calor da semana passada trouxe muitas uvas sobremaduras, enquanto outros bagos foram queimados e ficaram muito ressecados. Muitas variedades serão prensadas nesta semana. A zinfandel teve rendimentos médios, enquanto quase dois terços da colheita de cabernet franc sofreram com queimaduras solares e desidratação, apenas uma parcela das vinhas, protegidas pela sombra da Mayacamas não ficou passificada, murcha. Em geral, os locais desprotegidos ao norte e ao leste do Napa sofreram mais danos por causa do calor do que aquelas a oeste e ao sul do rio”.
Diamond Mountain District — Dawnine Dyer, Dyer Vineyards: “com rendimentos mais baixos do que a média normal, as vinhas responderam bem ao calor da semana passada, e o nível de açúcar a maturação das uvas deu um salto. Alguns vinhedos mais expostos chegaram a sofrer algum tipo de passificação, mas a maioria das copas permanece saudável e com níveis de açúcar variando entre 23-36 Brix. Cepas mais precoces já estão em ponto de colhermos, mas com a continuação do bom tempo, a maioria dos cabernets estará pronta em mais uma ou duas semanas”.
Howell Mountain — Pat Stotesbery, Ladera Vineyards: “na maior parte das vinhas, as coisas ainda estão bem calmas. Mal começamos a colheita das frutas vermelhas e a maioria das pessoas ainda estão esperando uma melhor maturação das uvas. Algumas folhas amareladas já são vistas nas zonas de frutas, mas a maturação fenólica das uvas ainda está um pouco atrasada. Há muita conversa sobre o final desta semana, mas a previsão é de tempo frio e será na semana que vem, provavelmente, que as coisas deverão começar a de fato acontecer por aqui”.
Chiles Valley District — Volker Eisele, Eisele Vineyards: “é impressionante a diferença que uma semana faz. Agora, 90% das uvas brancas já estão prontas. Apenas uma pequena parta de chardonnay falta colher. O mais impressionante é que já iniciamos a vindima tanto a syrah quanto a zinfandel, e devemos continuar o trabalho com estas duas uvas durante a próxima semana. A cabernet-sauvignon mostra um bom nível de açúcar, em torno de 23 Brix, além de uma bela acidez e um baixo pH. A qualidade média é muito alta, mas com rendimentos abaixo do normal. Neste aspecto, os danos provocados pelo calor foram maiores do que o previsto anteriormente”.
Spring Mountain District — Stuart Smith, Smith-Madrone Winery: “a bolha de calor que fez na semana passada subiu substancialmente o nível de açúcar das uvas, principalmente as brancas e a pequena parcela de merlot que temos no alto da colina. As elevações mais baixas da montanha foram protegidas pelas névoas da manhã. Estamos em compasso de espera em relação às uvas destes vinhedos, e o desaquecimento previsto para a semana que vem nos colocou a todos aqui em um exercício de paciência”.
St. Helena — Chris Dearden, enólogo, V Madrone e Shibumi Knoll: “vinhateiros e produtores estão curtindo este veranico tardio e colhendo todas as variedades, incluindo a chenin blanc, mais tardia das brancas, vinhas velhas de zinfandel, petite syrah, syrah e até mesmo as primeiras vinhas de cabernet-sauvignon do ano. A qualidade da fruta é excelente, com aromas maduros e níveis moderados de açúcar. A cor da pele das uvas está de desenvolvendo cedo e temos taninos ricos e granulados, o que é um prenúncio de uma boa safra”.
Rutherford — Jeffrey Stambor, diretor de enologia, Beaulieu Vineyards: “esta é uma safra que exercita como poucas a paciência do mais experimentado dos enólogos. A continuação das baixas temperaturas e o clima seco são previsíveis, e, portanto, não há pressão para colhermos agora. As vinhas estão segurando bem, e já estamos no começo de outubro. A merlot já está começando a sair, mas ainda não colhemos nenhum cabernet. Os aromas ainda estão se desenvolvendo, e com uma ligeira contribuição do clima, estaremos olhando para grandes vinhos”.
Oakville — Pat Garvey, gerente de vinhedo, Flora Springs Winery: “Paul Steinauer, da Flora Springs, e Gary Brookman da Miner ainda estão esperando que os aromas da chardonnay se desenvolvam melhor. O nível de açúcar cresceu dois graus Brix na semana passada, um pouco mais quente, mas o desenvolvimento dos aromas ainda está lento, embora a acidez esteja até mais alta do que o esperado. Com o crescimento de mais 1,2 grau Brix por semana, os produtores esperam colher uvas com aromas de frutas tropicais e mel, e talvez a gente comece no final da semana que vem”.
Stags Leap District — Elizabeth Vianna, enóloga, Chimney Rock Winery: “a colheita começou oficialmente em Stags Leap. Elias Fernandez, da Shafer, disse que ‘o flautista chegou para pagamento’ e ele está ocupado colhendo merlot. Benoit Touquette, da Hartwell colheu apenas um pouco de merlot e está esperando um pouco de recuperação após o intenso calor. Em Chimney Rock, o jogo de espera continua, mas provavelmente iremos começar a colher a merlot nesta semana. Esta não é uma campanha para fracos de espíritos ou de coração. Será um outubro intenso para todos”.
Atlas Peak — Jan Krupp, Stagecoach Vineyards: “um merlot maravilhoso, chardonnay e zinfandel já começaram a serem colhidos em Atlas Peak. Será uma excelente safra, apesar das preocupações iniciais. Os aromas da cabernet estão ótimos e a previsão de bom tempo confirma que está será um excelente ano.
Mount Veeder — Brian Nuss, Vinoce Vineyards/Twenty Rows: “finalmente fez algum calor na semana passada, o que foi bom para começarmos a colocar as coisas nos eixos. Temos níveis de açúcar de 24 Brix nos vinhedos ao pé do morro. As sementes ainda estão um pouco verdes, mas estão chegando lá. Se a previsão for confirmada e tivermos um tempo bom com temperaturas na casa dos 27º C, poderemos ter algumas uvas colhidas na semana que vem”.
Oak Knoll District — Jon Ruel, Trefethen Vineyards & Winery: “aqui na Trefethen começamos a colher os primeiros cabernets e estamos no meio da vindima de chardonnay. Nesta semana, também colhemos um pouquinho de merlot, petit verdot e malbec também. Outubro será um mês longo e trabalhoso”.
Dave Pramuk, Robert Biale Vineyards: “continuamos a colher zinfandel nos nossos quatro vinhedos, sendo que em três deles estamos quase encerrando os trabalhos. A qualidade média é boa, embora tenhamos menos aromas frutados devido à desidratação de algumas vinhas. Metade das nossas uvas já estará na cantina até o final desta semana. A petite syrah deverá ser colhida na semana que vem.
Stan Boyd, Boyd Family Vineyards: “os aromas e sabores finalmente estão começando a surgir e tivemos aumento de 1,5 Brix no açúcar das uvas, na semana passada. Estamos pensando em colher nossa última parcela de chardonnay e algum syrah para a produção de vinho rosado ainda nesta semana”.
Morgan Morgan, gerente de negócios da Oak Knoll Ranch/Lamoreaux Vineyards: “terminamos a colheita de sauvignon blanc e de semillon. A qualidade é excelente, embora a produção tenha sido um pouco menor do que a normal, principalmente de sauvignon. O cabernet está indo bem. Esperamos que o tempo continue agradável, sem temperaturas extremas. Caso o clima colabore, poderemos esperar uma excelente safra, com rendimentos normais.
Carneros — Lee Hudson, Hudson Vineyards: “já colhemos mais da metade da chardonnay. Uvas muito saborosas chegaram durante a semana inteira, com rendimento perfeitamente moderado. A pinot noir está borbulhando. Começaremos a colher merlot e syrah nesta semana. Estamos todos ansiosos com a qualidade desta safra e abismados em ver como problemas aparentemente insolúveis podem desaparecer. Longa vida às boas surpresas de 2010”.
Wild Horse Valley — Bob Nicol, Robert Nicol Vineyards: “o tempo está mudando por aqui. Noites frias e manhãs com névoas estão ficando mais frequentes e as quentes tardes estão ficando mais raras. Ainda temos que esperar uma ou duas semanas até que o nível de Brix diga sim e possamos começar a colher e as sementes ainda estão escuras. O gosto está ótimo e as uvas, saudáveis. A beleza das cores do outono está aparecendo neste vale no céu, mas as folhas verdes ainda tentam se agarrar às vinhas".
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